Entre likes e impulsos: o poder invisível da emoção no consumo digital

Nas redes sociais, as emoções exercem um papel central na forma como os consumidores se relacionam com conteúdos, marcas e decisões de compra. A dinâmica digital, marcada pela rapidez das interações e pelo apelo visual, favorece escolhas guiadas mais por impulsos emocionais do que por necessidades racionais. Nesse cenário, a inteligência emocional torna-se essencial para compreender por que determinados conteúdos ganham relevância e por que algumas marcas constroem vínculos duradouros com seu público. A inteligência emocional atua como mediadora entre os estímulos digitais e as respostas comportamentais dos usuários. Marcas que compreendem essa lógica desenvolvem estratégias capazes de dialogar com sentimentos de pertencimento, autoestima e reconhecimento social. Em contrapartida, consumidores que não reconhecem gatilhos emocionais presentes em campanhas e conteúdos virais tornam-se mais vulneráveis à manipulação emocional, evidenciando os riscos ampliados pelo ambiente digital. O desenvolvimento da inteligência emocional fortalece não apenas estratégias de comunicação mais responsáveis, mas também a postura crítica do consumidor. Ao compreender e gerenciar suas emoções, o indivíduo passa a distinguir conteúdos éticos de práticas persuasivas agressivas, reduzindo decisões impulsivas e favorecendo um consumo mais consciente. Diante disso, destaca-se a importância de ações educativas que integrem inteligência emocional e educação midiática, promovendo autorregulação, empatia e pensamento crítico. Aliadas a práticas éticas de comunicação por parte das marcas, essas iniciativas contribuem para um ambiente digital mais equilibrado, humano e consciente, no qual o consumidor assume um papel ativo e reflexivo em suas escolhas.  


Bruna Benetti, Maiara Bellendier e Nikely Schutz - Discentes do Curso de Marketing da FEMA

Prof. Me. Camila Câmara - Docente do curso de Marketing da FEMA