Os estudantes do primeiro período do curso de Psicologia das Faculdades Integradas Machado de Assis – FEMA iniciaram, no dia 11 de maio, a trajetória no componente extensionista Aprendizagem Integradora I: a representação social da Psicologia. O primeiro encontro foi conduzido pelas docentes Juliane Colpo e Roseli Bianchi e proporcionou uma experiência marcada pela reflexão, sensibilidade e construção coletiva.
A atividade teve como proposta aproximar os acadêmicos do conceito de extensão universitária e da atuação da Psicologia dentro da comunidade, mostrando que a profissão vai além da teoria e se constrói, principalmente, nos encontros humanos, na escuta e nas relações sociais.
Como ponto de partida, os estudantes foram convidados a mergulhar na poesia “Quem aprende a escutar os fios”, texto que apresenta a sociedade como um grande tecido em constante construção, formado por histórias, vivências, fragilidades, resistências e conexões.
A partir dessa metáfora, nasceu o “Tear da Psicologia na Comunidade”, dinâmica em que os acadêmicos construíram coletivamente uma grande teia conceitual, conectando palavras, percepções e sentidos relacionados à Psicologia. Durante o encontro, temas como cuidado, escuta, acolhimento, vínculo e transformação social passaram a compor esse tecido simbólico construído em grupo.
Ao longo da atividade, reflexões importantes conduziram o debate entre os estudantes: o que acontece quando um dos fios não está firme? Existe alguém isolado nessa rede? Qual é o papel da Psicologia dentro dessa trama social?
Mais do que apresentar conceitos, a proposta buscou despertar um olhar sensível para a atuação do psicólogo na sociedade e para a importância da extensão universitária como ponte entre o conhecimento acadêmico e a realidade vivida pelas pessoas.
Segundo as docentes, a extensão é o fio que conecta teoria e prática, permitindo que o aprendizado ultrapasse a sala de aula e aconteça também no contato com a comunidade, nas experiências compartilhadas e na construção coletiva de sentidos.
O encontro marcou o início de uma jornada de formação pautada pela escuta, pela presença e pela compreensão das histórias que atravessam a vida em sociedade. Afinal, a Psicologia não trabalha com fios soltos, mas com histórias entrelaçadas.